Investimento em PMEs

Por que investir em pequenas e médias empresas importa?

Imagem do card
11/08/2020 | Equipe beegin

Não há recuperação econômica sem geração de emprego — e emprego de qualidade. Por isso, foi com entusiasmo — e certo otimismo — que acompanhamos o anúncio em 22 de março de uma nova linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltada a micro e pequenas empresas.


Desde que assumiu a presidência do banco no início deste ano, o economista Joaquim Levy tem sinalizado com clareza que daqui para frente, diferentemente do que vinha acontecendo, o BNDES terá como prioridade o apoio aos negócios de pequeno e médio porte. A diretriz, segundo Levy, além de estar alinhada ao propósito de um banco de fomento (como é o BNDES), também é estratégica para a retomada da economia. “(Com essa nova linha de crédito), vamos dar mais competitividade ao segmento que mais gera emprego, que é o que o Brasil mais precisa”, afirmou o presidente durante o anúncio.


“Não há país com uma livre iniciativa forte que não tenha empresas médias fortes”, já havia defendido Levy em seu discurso de posse, no início deste ano.

É uma postura que faz todo o sentido. Nós, da Solum, sempre acreditamos na importância de empreendedores e no potencial de micro, pequenas e médias empresas como combustível crucial para a economia. As empresas de menor porte são responsáveis por 50% dos empregos formais do Brasil no setor privado — em determinados momentos, chegam a responder por até 80% das vagas, segundo estimativas do Sebrae.


Esses negócios, no entanto, são aqueles que historicamente sempre tiveram mais dificuldades de acesso ao crédito. No cenário atual, de economia retraída, com bancos comerciais segurando recursos e alto endividamento de grandes companhias, a situação das pequenas e médias fica ainda mais complicada. Atuar com foco nesse segmento é importante e urgente.


Batizada de Crédito Pequenas Empresas, a nova linha do BNDES tem prazo de até 60 meses e juros que devem ficar em até 1,45% ao mês. A demanda, segundo o BNDES, será de R$ 1 bilhão já num primeiro momento. “Estamos deixando de investir nas grandes (empresas) para ter mais recursos para esse tipo de atividade”, comentou Levy.


É um alento. E algo que, para nós, da Solum, dá ainda mais certeza sobre a nossa decisão de negócio. A Solum, uma empresa de venture capital, busca justamente negócios de pequeno e médio porte com alto potencial de crescimento e geração de empregos para alocar recursos. Hoje, temos um time com os skills complementares para buscar essas empresas e, como sócios minoritários qualificados, ajudá-las a subir a um novo patamar. Nosso diferencial é que olhamos com muito cuidado para todo o tipo de empreendimento — sem vícios de buscar apenas empresas “da nova economia” ou que nasceram tecnológicas. Buscamos empreendedores — e sabemos que esses talentos com todo o seu potencial podem estar em diferentes tipos de negócios.

*Texto publicado em 8 de Abril de 2019.

Compartilhar em: