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Decisão de subir a SELIC mantém a estrutura de juros em patamar baixo

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18/03/2021 | Rodrigo Fiszman

Nesta quarta-feira, 17 de março, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu aumentar a taxa de juros Selic em 75 bps, fixando-a em 2,75%. Esta decisão, uma resposta à alta de preços no curto prazo, ainda não altera a estrutura de juros no Brasil, que permanece nos patamares mais baixos da história.

Quando olhamos as perspectivas do mercado levantadas pelo Boletim Focus, vemos que a expectativa é que a taxa Selic suba de forma consistente até o patamar de 6% ao ano em 2024. Apesar do acréscimo de 4 pontos percentuais previsto para o período, estamos falando de taxas muito inferiores às históricas praticadas no Brasil. Não podemos esquecer que na crise cambial de 1997 a Selic chegou a 45% ao ano, por exemplo.

Este patamar se deve ao cenário internacional de extrema liquidez, e o cenário fiscal diferente que vivemos após a aprovação do teto de gastos e da reforma da previdência. No ambiente internacional, o Federal Reserve manteve os juros na faixa entre 0% e 0,25%, e anunciou que não pretende subi-los até setembro. Ou seja, ainda haverá um período de injeção de liquidez na economia.

No ambiente doméstico, a sinalização do Banco Central é que a Selic pode ter mais uma alta de 75 bps na próxima reunião. Tudo vai depender da reação da inflação nas próximas semanas. Ainda assim, é pouco provável que o juro real passe de 1,00%/1,5% ao ano no final deste ciclo de alta.

Por isso, o investidor ainda precisa procurar oportunidades que entreguem uma rentabilidade superior à oferecida pelos títulos públicos. O cenário no qual se obtém ganhos de dois dígitos ao ano apenas com juros permanece no passado. 

Os chamados “investimentos alternativos”, ou seja, investimentos de baixa liquidez, como participação de empresas, estão entre as opções de maior rentabilidade e segurança neste momento. Especialmente se forem alocados em empresas já validadas e seguras, como as que realizam suas campanhas de captação por meio da beegin.invest, plataforma de investimentos alternativos do Grupo Solum.

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