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out 28, 2021
Investidor visão de longo prazo
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Ser do time de gestão executiva de uma empresa é um desafio. Pela minha experiência pessoal, à frente de empresas como o grupo Uni.co, a todo momento somos arrastados a olhar as demandas emergentes, de curto prazo, e acabamos dando menos atenção aos objetivos de longo prazo.

Contudo, quando a empresa faz uma rodada de captação de investimentos, fecha um pacto com os investidores com foco no longo prazo. Ao realizar um aporte financeiro, o investidor endossa um planejamento estratégico de vários anos, com metas operacionais e financeiras bem definidas.

Por isso, uma grande contribuição do investidor ao time de gestão de um negócio é ajudar a manter o foco nos objetivos de longo prazo, pactuados na rodada de investimentos. Mesmo diante de desafios de momento, como mudanças de conjuntura econômica, crises ou eventos não planejados, a ação sobre eles não pode perder de vista qual a visão que a empresa está construindo para o futuro.

Jim Collins, em seu primeira grande estudo sobre o ambiente corporativo, “Feitas para Durar”, de 1994, apontava que as empresas bem sucedidas adotam o que chamou de Grandes Objetivos Audaciosos e Arriscados (GOAA). Um investidor cuja tese de investimento esteja afinada com esses grandes objetivos se torna um parceiro estratégico para a organização, e ajuda o time de gestão a nunca perdê-los de vista.

Além disso, o investidor, com sua experiência, pode ajudar o time de gestão a encontrar oportunidades onde eles não estão observando. Por estar fora do dia a dia da empresa e desconectado nas urgências de curto prazo, ele consegue identificar padrões e tendências que podem estar fora do radar da organização. 

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O investidor também tem muitas vezes sua própria experiência como gestor. Eu mesmo já senti na pele os desafios de um time gerencial, e consigo ter empatia com os gestores diante de seus desafios. Por conta disso, na sua relação com os gestores, há muito de conhecimento prático acumulado pela experiência a ser explorado.

Por exemplo, o investidor pode já ter vivido a experiência de integrar um time de uma empresa adquirida, de manter a cultura diante de uma expansão acelerada do time, ou ter que desligar parte relevante da equipe por conta de uma crise. Esses insights são valiosíssimos para o time de gestão incorporar ao seu planejamento.

Na jornada de uma empresa rumo ao seu propósito, o objetivo final é claro, mas a rota muitas vezes exige ajustes, correções de rumo e aperfeiçoamentos a partir do aprendizado. Este processo pode ser facilitado e simplificado com o apoio e a incorporação da experiência do investidor.

Enfim, é fundamental que o time de gestão de uma empresa investida explore tudo o que o investidor pode contribuir. Ao ajudar a empresa a manter o foco no longo prazo, ele ajuda a proteger a rentabilidade futura de seu patrimônio investido, ao mesmo tempo que contribui para a realização do propósito dos empreendedores.

O artigo apresenta a visão do colunista sobre a questão abordada, e não reflete a opinião da beegin, do Grupo Solum ou qualquer uma de suas empresas. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre o mercado de investimentos alternativos e suas tendências.

Por Donato Ramos

Donato Ramos é Sócio da AdVentures, uma Brandtech e Ventures Partner. Foi sócio Diretor do Grupo Uni.co e Diretor Executivo da Imaginarium de 2015 a 2021, além de sócio da Squadra Investimentos de 2012 a 2021. Foi Sócio Diretor da Rede Mundo Verde, atuou no Banco Modal e na Embelleze.

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