Logo da beegin
seu portal de investimentos alternativos
abr 1, 2021
Como acessar investimentos em private equity e venture capital
Compartilhe

Quando se fala em investimento a primeira coisa que o investidor comum pensa é em ações, fundos ou títulos de dívida como os CDBs. Mas há boas oportunidades de investimentos alternativos, nos mercados de private equity e venture capital. Neste artigo vamos apresentar os diferentes caminhos para acessar esse segmento de mercado, que vem ganhando cada vez mais espaço no portfólio das pessoas.

O que é private equity e venture capital?

Private equity é o nome que se dá ao investimento em empresas de capital fechado, ou, em uma linguagem mais simples, que não são negociadas na Bolsa de Valores. Neste mercado, o investidor injeta recursos na empresa em troca de uma participação societária. O retorno do investimento neste caso vem do crescimento do negócio.

Já venture capital, ou capital de risco, é o nome que se dá à prática de se investir em empresas menos maduras, na maioria das vezes de base tecnológica e com perspectivas de alto rendimento. 

Private equity e venture capital são chamados também de “investimentos alternativos”, para diferenciar dos instrumentos mais tradicionais, como ações, fundos, títulos de renda fixa privados e tesouro direto. Uma das principais diferenças dos alternativos está na liquidez. Quando você tem investimentos em ações listadas na Bolsa, pode vendê-las a qualquer momento por meio de sua corretora. Já no caso do private equity, a venda de uma participação societária em uma empresa não é tão simples e rápida, o que significa que o investimento tem baixa liquidez.

Como investir em private equity e venture capital?

Há três caminhos possíveis para se posicionar em private equity e venture capital:

  • Investir diretamente na empresa;
  • Investir em um fundo de investimento em participações;
  • Investir por meio de plataformas de investimento.

Investindo diretamente em empresas

Um investidor pode aportar recursos diretamente em uma empresa que lhe interesse. Neste caso, ele deverá cuidar de todo o processo, desde a procura de uma empresa a ser investida, a análise da situação financeira e das perspectivas de negócios, o instrumento pelo qual o investimento será realizado e, depois de tudo, o monitoramento da performance da empresa.

Esta abordagem é mais comum quando o investidor  tem capacidade de contribuir para acelerar o crescimento da empresa investida ao compartilhar seu conhecimento e experiência com o empreendedor. Este é o que se chama normalmente de “smart money”, ou seja, a combinação de recursos financeiros e mentoria de negócios.

Geralmente este investidor tem uma “tese de investimento”, que define qual o tipo de empresa está buscando para investir. Por exemplo, um executivo que fez carreira recuperando negócios em crise pode ter como tese investir em empresas em recuperação judicial. Apesar do alto risco, sua experiência pessoal pode fazer a diferença na transformação e recuperação da organização que recebe o investimento.

Por outro lado, investir diretamente em empresas demanda muito tempo e energia do investidor na gestão de seu portfólio. É necessário avaliar constantemente a situação financeira dos negócios, as estratégias de crescimento, e a realização das metas operacionais e financeiras. Isto é importante inclusive para que o investidor possa contribuir com orientações para ajudar os empreendedores a crescer.

Para aqueles que preferem não alocar de forma direta, contando com apoio em pelo menos parte das etapas do processo de investimento, há outros dois caminhos possíveis.

Investir em Fundos de Investimento em Participações

Um Fundo de Investimento em Participações (FIP) é um veículo regulado pela CVM para captar recursos de investidores e investi-los em empresas de capital fechado. Eles são regulados pelas instruções 578 e 579 da CVM, de agosto de 2016. A Instrução 578 estabelece as regras para constituição e registro de um FIP na CVM. Já a Instrução 579 trata das regras contábeis que os FIPs devem seguir.

Um fundo é administrado por uma gestora de fundos, que deve ser registrada na CVM. Esta gestora é responsável por administrar os recursos dos investidores, prestar contas de seus resultados e perseguir a rentabilidade dentro do apetite de risco combinado com os investidores.

A principal vantagem de se investir em um FIP é a gestão profissional. Todo o trabalho de avaliação de ativos para investir, estruturação dos contratos de investimento e monitoramento dos resultados é conduzido pelo gestor do fundo. Em troca, o investidor paga uma taxa de administração que incide sobre o valor investido.

Por outro lado, um investimento em um FIP é algo reservado a investidores qualificados. Além disso, muitas das ofertas de quotas de FIP são realizadas com esforço restrito, ou seja, não são amplamente divulgadas aos investidores e ficam restritas a investidores profissionais. Por isso, quem tem interesse em investir neste formato precisa  ficar atento a Ofertas Públicas de FIPs no mercado ou, caso seja um investidor profissional, entrar em contato com os gestores de fundos regulados pela CVM. Desta forma, eles terão o investidor no radar quando abrirem a captação de um fundo novo.

Plataformas de investimento coletivo ou equity crowdfunding

Para empresas pequenas e médias, a CVM possibilitou a captação de investimento por meio de plataformas eletrônicas de investimento coletivo, ou equity crowdfunding. Elas são reguladas pela Instrução 588 da CVM, de 2017.

Uma plataforma de investimento coletivo abre campanhas de captação de investimentos em seu website, e nelas o investidor pode realizar aportes em troca de títulos de equity ou de dívida. Existem diferentes plataformas no Brasil, muitas delas concentradas na oferta de participações no segmento de startups.

beegin.invest é uma plataforma que oferece oportunidades de investimento em empresas pequenas e médias com potencial de crescimento, mas maduras e já validadas pelo mercado. Nela o investidor pode encontrar empresas da economia real que estão em busca de recursos para acelerar o seu crescimento.

Um dos maiores desafios de se investir por meio de plataformas de investimento coletivo é o acompanhamento da performance da empresa investida. Por isso, é importante que a plataforma ou a empresa ofereça um canal de relacionamento com os investidores.

Crédito da fotoBusiness photo created by ijeab – www.freepik.com

Por Rodrigo Fiszman

CEO e sócio fundador do Grupo Solum. Membro dos conselhos da Solum, Beegin, Proseek e Hillel Rio. Ex sócio da XP, onde liderou a estruturação da área de Gestão de Patrimônio.

Related Post

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *