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ago 3, 2021
Estratégias de mitigação de riscos
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Quando se é um player no mercado de capitais é preciso entender, sobretudo, que não há como eliminar completamente o risco em investimentos financeiros. Obviamente, quando tomamos a decisão de alocar nosso patrimônio, o objetivo é sempre ampliar o capital, e não o contrário. Entretanto, toda transação envolve riscos de investimento, então cabe aos investidores mitigar a probabilidade de insucesso. 

Até mesmo nos investimentos convencionais, e tidos como os mais seguros, os  riscos sempre estarão presentes (até mesmo títulos soberanos do governo têm algum risco de não serem honrados).  Por esta razão, os investidores devem utilizar estratégias para aproveitar o melhor de cada aplicação e distribuir o risco entre os ativos do portfólio, de forma que os ganhos compensem eventuais perdas. 

Uma abordagem cada vez mais aceita de mitigação de riscos é a busca pela chamada “assimetria de retorno positiva”. Nesta abordagem, a maior parte da carteira é composta de ativos com menor risco, ainda que tenham menor retorno potencial, e uma parcela de cerca de 10% é formada por ativos de maior risco. 

O objetivo é proteger uma parte razoável do patrimônio, enquanto se utiliza uma menor parte para perseguir ganhos maiores. Se os investimentos de maior risco “virarem pó”, como se diz no mercado financeiro, eles terão consumido um percentual menor do patrimônio do investidor. Em contrapartida, se performarem bem, a carteira como um todo terá uma valorização significativa. 

Outra estratégia importante de diversificação de carteira é não expô-la a ativos com rendimentos atrelados aos mesmos indexadores. Isto evita que a rentabilidade de toda a carteira esteja submetida , de certa maneira, a riscos “semelhantes” em certo grau. Por exemplo, dois CDBs pós-fixados, apesar de terem cada um o risco de crédito atrelado ao seu emissor, estão indexados pela taxa SELIC. Logo, se esta subir, beneficiará os dois ativos. A mesma regra valeria para a queda da mesma – que não seria boa para os 2 ativos. 

Ao pulverizar tanto as opções de rentabilidade quanto o risco dos investimentos, o investidor compõe um portfólio assertivo e direcionado a resguardar o seu patrimônio.

Thomas Edison

Mitigar riscos não significa rejeitá-los

Riscos são males necessários – mas que são necessários para todo investidor, em algum grau. E é importante desmistificá-los. Apenas assumindo riscos maiores, o investidor consegue obter retornos mais relevantes para a sua carteira. Risco e retorno sempre andam de mãos dadas – por isso, sempre desconfie de qualquer promessa de “altos retornos sem risco” – chance enorme de fraudes, golpes ou pirâmides financeiras. 

Vivemos um momento de taxas de juros reais baixas ou até negativas e, por isso, os investidores estão sendo estimulados a ampliarem seus horizontes para novos produtos financeiros. Entre eles, estão os investimentos alternativos, com menor liquidez, maior potencial de rentabilidade e,naturalmente,  representam um risco maior dentro das possíveis alocações no mercado brasileiro. 

Os investimentos alternativos

Considerando que os investimentos alternativos têm baixa liquidez e maior risco, pode parecer um paradoxo à primeira vista pensar em alocar capital em classes que apresentam maior incerteza – se a meta for mitigar riscos. Contudo, uma das vantagens principais dessa classe de ativos está no fato dela ter baixa correlação com ativos listados na Bolsa. 

Lembra que falei anteriormente sobre a importância de evitar investir apenas em ativos que tenham os mesmos indexadores, ou seja, a mesma correlação? É como se você colocasse todos os ovos na mesma cesta. Neste caso, basta um indexador cair e todos os seus investimentos serão afetados simultaneamente.

No caso, os ativos alternativos não têm a mesma liquidez que os ativos em bolsa – e por isso, não tem a cotação impactada como ativos listados em bolsa – para o bem e para o mal. Isso acaba evitando movimentos de compra ou venda baseados no componente emocional, por exemplo, e beneficia os ativos que realmente apresentam valor no longo prazo. 

Este é um dos motivos pelos quais os investidores devem olhar os ativos alternativos como aliados na composição dos portfólios – eles não estão presos aos indexadores de rentabilidade tradicionais.

Por isso, e considerando as estratégias de diversificação mencionadas acima, é recomendável cogitar adicionar os investimentos alternativos – que estão em franca expansão – na sua carteira de investimentos. Os investidores que souberem aproveitar o potencial destes ativos podem ampliar a lucratividade do seu portfólio e, de quebra, minimizar o risco do mesmo. 

Por Alexandre Amitay

Alexandre Amitay é sócio cofundador e membro do conselho do Grupo Solum. Engenheiro graduado pela PUC do Rio de Janeiro, com MBA pela TelAviv University e pela Michigan University, foi consultor da Bain & Company. É certificado CGA pela Anbima.

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