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ago 13, 2021
Mercadp global de private equity vive boom em 2021
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O mercado global de private equity está crescendo aceleradamente em 2021 em todo o mundo. Um estudo da Bain & Company mostra que este mercado pode superar US$ 1 trilhão em deals esse ano, atingindo o maior patamar da série histórica. E o Brasil tem potencial para acompanhar esta tendência de crescimento.

De acordo com o levantamento da Bain[1], nos primeiros seis meses do ano os investimentos em private equity no mundo atingiram US$ 539 bilhões. Para ilustrar a intensidade da aceleração, no ano inteiro de 2020 foram registrados US$ 573 bilhões em investimentos.

O montante de capital levantado – mas ainda não investido – por fundos de private equity, por sua vez, atingiu US$ 3,3 trilhões. A Bain estima que o total investido em 2021 pode superar US$ 1 trilhão pela primeira vez na história, superando o recorde de US$ 804 bilhões registrado em 2006. Dos US$ 3,3 trilhões, cerca de US$ 1 trilhão estão alocados em buyout funds, ou seja, fundos que adquirem controle de empresas privadas.

Os exits, termo dado aos eventos de liquidez nos quais os fundos de private equity vendem sua participação nos negócios, também estão atingindo patamares recordes. Foram US$ 488 bilhões em operações, ou 10% a mais que todo o ano de 2020.

De acordo com a Bain, mesmo com os resultados acelerados do primeiro semestre, ainda há indícios de demanda reprimida por investimentos em private equity e venture capital. Um dos fatores neste sentido é o impacto da digitalização na transformação dos negócios. Mais do que investir em tecnologia, o que os investidores estão observando são os ganhos de competitividade gerados por novos modelos de negócios em mercados tradicionais.

O desempenho do private equity no Brasil

No Brasil, os primeiros indicadores mostram um caminho parecido. Os dados mais recentes da ABVCap, sobre o primeiro trimestre de 2021[2], apontavam crescimento de 87% dos investimentos em private equity e venture capital no período, ritmo similar ao registrado pela Bain globalmente.

Além disso, estimativas preliminares da CVM[3] mostram que os fundos de investimento em participações captaram R$ 24,5 bilhões no primeiro semestre do ano, 21% acima do mesmo período de 2020.

Thomas Edison

O estudo recente da CVM sobre o mercado de private equity já havia sinalizado o maior apetite do investidor por ativos alternativos[4]. Os dados e as projeções da Bain para o mercado global mostram que esta é uma tendência internacional, na qual o Brasil está inserido e conectado.

O interesse por essa classe de ativos é crescente, e a busca por alternativas que proporcionem mais retornos está só começando. Os investidores estão descobrindo as oportunidades de alocar capital em empresas privadas e esse caminho não tem volta.

Trata-se de uma oportunidade única para o nosso mercado, e estamos prontos para aproveitá-la como poucas vezes em nossa história.

Referências

[1] MACARTHUR, Hugh. Private Equity’s Wild First-Half Ride. Boston: 21 de julho de 2021. Disponível em https://www.bain.com/insights/private-equitys-wild-first-half-ride/ Acessado em 9 de agosto de 2021.

[2] ABVCAP. Private Equity e Venture Capital no Brasil: Consolidação de Dados da Indústria. 1º trimestre de 2021. Disponível em https://www.abvcap.com.br/Download/Estudos/4965.pdf Acessado em 9 de agosto de 2021.

[3] CVM. Boletim Econômico. Ano 9, Volume 90, Segundo trimestre de 2021. Disponível em https://www.gov.br/cvm/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/boletim-economico/cvm_boletim_economico_90.pdf Acessado em 9 de agosto de 2021.

[4] STILLE, Patrícia, e FISZMAN, Rodrigo. Investidor e regulador buscam mais acesso aos investimentos alternativos. beegin, 9 de agosto de 2021. Disponível em https://beegin.com.br/noticias/investidor-e-regulador-buscam-mais-acesso-aos-investimentos-alternativos/ Acessado em 9 de agosto de 2021.

Publicado originalmente no Space Money

Por Patrícia Stille

CEO da beegin, sócia cofundadora e membro do conselho do Grupo Solum. Ex sócia da XP, onde foi head da área de Fundos de Fundos (FoF) e co-responsável pela estruturação da plataforma de fundos e área de alocação

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