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maio 17, 2021
O que são scale-ups e porque a beegin.invest foca nelas
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O senso comum tem associado empreendedorismo e negócios de alta performance basicamente ao conceito de startups. Mas há todo um universo de empresas, inclusive na economia tradicional, que apresentam um ritmo diferenciado de crescimento, e estão fora do radar da maioria dos investidores, são as chamadas scale-ups

Neste artigo explico um pouco mais sobre scale-ups e explico porque o Grupo Solum tem um olhar especial para essas empresas, em especial na seleção de oportunidades para a beegin.invest, nossa plataforma de investimentos. 

O que é uma scale-up?

A palavra “scale-up” vem sendo utilizada como sinônimo de empresa de alto crescimento no decorrer dos últimos dez anos. Mais recentemente, em 2018, a OCDE estabeleceu uma definição que se tornou padrão nos debates sobre empreendedorismo: uma scale-up é uma empresa que cresceu pelo menos 20% ao ano nos últimos dois anos, e que conta com pelo menos 10 empregados.

A Endeavor contribuiu para disseminar o conceito de scale-up e criou programas de aceleração voltados ao desenvolvimento destas empresas. Sua meta é fazer com que o Brasil tenha pelo menos 100 mil negócios com este perfil até 2030. 

Qual a diferença entre startup e scale-up?

A principal diferença entre uma startup e uma scale-up é quanto a tecnologia e a inovação é central no modelo de negócio. Nas definições de startup, destacam-se tanto o cenário de incerteza (Eric Ries, A Startup Enxuta) quanto a escalabilidade do modelo de negócio (Steve Blank, Manual do Empreendedor). Por isso, são negócios normalmente intensivos em tecnologia e inovação.

Já no caso das scale-ups, o aspecto central é a performance e a maturidade do negócio. Para elas, as incertezas são menores, pois o seu modelo e o fit de mercado já foram validados. Além disso, a tecnologia pode exercer um papel menos central na sua proposta de valor.

Entender as diferenças entre os dois modelos ajuda a compreender as diferentes necessidades de cada um deles. Embora existam pontos de convergência, há modelos de suporte e desenvolvimento de negócio que funcionam para um tipo de empresa e não funcionam para outro.

O impacto das scale-ups na economia

A Endeavor realizou um profundo estudo sobre o perfil das scale-ups brasileiras e seu impacto na economia. Suas descobertas mostram o impacto do desenvolvimento dessas empresas no desenvolvimento econômico do país: Por exemplo, elas representam 5% do Produto Interno Bruto do país, um patamar similar ao da indústria automobilística.

Das scale-ups brasileiras, 92% são pequenas e médias, e 37,08% têm entre 50 e 249 funcionários. Essas empresas contratam 100 vezes mais que a média nacional: enquanto a média nacional é de 0,34 funcionário por empresa, nas scale-ups essa média sobe para 31,3 funcionário por empresa.

São também empresas maduras, com idade média de 14 anos. A maioria delas (57,33%) tem mais de dez anos de existência. Ou seja, são empresas testadas e validadas pelo tempo. Também os empreendedores são mais maduros. Os empresários com mais de 49 anos representam 43,9% do total das scale-ups brasileiras. 

As scale-ups estão presentes em todas as regiões do Brasil, e em 2.806 municípios. Entre as cidades com maior densidade de scale-ups, estão Manaus (5,02%), Ananindeua (3,16%), Aparecida de Goiânia (3,06%) e Jaboatão dos Guararapes (2,98%). Densidade de scale-ups é a participação delas no total de empresas.

Elas também estão espalhadas entre os mais diferentes setores. Os que apresentam maior densidade de scale-ups são construção civil (22,4%), serviços administrativos (19,19%), digital (17,89%) e transporte (16,29%).

Pela maturidade dos negócios e pela sua presença pulverizada em todo o país e em todos os setores, o desenvolvimento das scale-ups tem potencial de ativar a atividade econômica nacional. Por este perfil, elas também se mostram uma oportunidade interessante de investimento.

Por que  investir em scale-ups agora ficou mais fácil?

Sempre foi um desafio encontrar oportunidades de investimento em scale-ups. O motivo é simples: são majoritariamente pequenas e médias empresas, negócios que já passaram do estágio inicial, por isso, estão fora do ecossistema de startups, e não chegam a ser maduros o suficiente para abrir capital em bolsa. 

Mas é exatamente pela combinação de maturidade e boa performance que as scale-ups podem ser excelentes oportunidades de investimento. A maturidade de um negócio que já se provou no mercado passa segurança, e um histórico de resultados consistente sugere um bom potencial de geração de receita futura (e uma boa chance de proporcionar ganhos para os investidores).

Na média, scale-ups acabam oferecendo uma melhor relação risco retorno se comparada à startups, cuja taxa de mortalidade é muito maior. Afinal, não é trivial cruzar a arrebentação quando se começa um negócio, são muitos os aprendizados e validações.

Por isso que a aposta da beegin.invest é selecionar empresas diferenciadas nesse segmento, que estejam abertas a receber investidores para financiar uma nova etapa de crescimento. Por meio da nossa plataforma, é possível acessar oportunidades de investimento em scale-ups muito promissoras, ofertas cuidadosamente estruturadas depois de um processo criterioso de análise e diligência dos negócios. 

Faça seu cadastro e acompanhe as ofertas abertas.

Por Patrícia Stille

CEO da beegin, sócia cofundadora e membro do conselho do Grupo Solum. Ex sócia da XP, onde foi head da área de Fundos de Fundos (FoF) e co-responsável pela estruturação da plataforma de fundos e área de alocação

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