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fev 3, 2021
Quais os melhores investimentos em um cenário de juros baixos?
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O ambiente macroeconômico brasileiro mudou, e a estrutura de juros dos títulos públicos está nos patamares mais baixos da história. Pelas perspectivas dos analistas ouvidos pelo Banco Central no último Relatório Focus de 2020, a taxa de juros Selic, que encerrou o ano em 2% ao ano, deve chegar ao patamar máximo de 6% ao ano em 2023, um patamar ainda baixo se considerarmos que em 1997 ela chegou a 45% ao ano.

Neste ambiente de juros baixos, o investidor precisa procurar oportunidades que apresentem uma rentabilidade superior. Neste artigo vamos listar algumas dessas oportunidades disponíveis no mercado hoje.

Títulos de renda fixa não indexados ao CDI

Os juros do crédito privado caíram junto com a Selic, mas em ritmos diferentes. A taxa do CDI, que serve de referência para os títulos de renda fixa, caiu de 14,13% ao ano em 19 de outubro de 2016 para 1,90% ao ano em 31 de dezembro de 2020, de acordo com a B3

Já as taxas do crédito a pessoas físicas caíram menos: de acordo com a Anefac, a taxa média do crédito a pessoas físicas caiu de 157,47% ao ano em outubro de 2016 para 91,42% ao ano em dezembro de 2020. O crédito para pessoas jurídicas seguiu a mesma tendência: caiu de 75,72% ao ano em outubro de 2016 para 40,43% ao ano em dezembro de 2020.

Isto significa que as instituições financeiras contaram com spreads melhores no crédito para pessoas físicas e jurídicas. Ou seja, elas podem pagar, nas suas emissões de dívida/CDBs, uma taxa ligeiramente superior ao CDI sem comprometer o retorno de suas operações de crédito. 

Por isso, mesmo bancos classificados como grau de investimento estão emitindo CDBs pré fixados ou indexados a outros índices. Um título de renda fixa pode pagar, por exemplo, 10% ao ano, e ainda assim beneficiar quem emite e quem investe.

Títulos de renda fixa de empresas não financeiras

Com uma taxa de juros média de 40,43% ao ano para empresas, segundo levantamento da Anefac, fica interessante para elas emitirem títulos diretamente aos investidores, pagando juros mais altos que o mercado de renda fixa, mas ainda assim mais baixos que os do crédito bancário.

Aqui há oportunidades em debêntures de empresas e títulos específicos do agronegócio ou do mercado imobiliário. É o caso das Letras de Câmbio Imobiliárias (LCI) ou do Agronegócio (LCA), ou das Certidões de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou do Agronegócio (CRA). Esses títulos permitem que empresas dos dois setores captem investimento diretamente do investidor a custos mais baixos, dinamizando sua atividade e assegurando retornos interessantes.

Thomas Edison

Renda Variável

Renda variável é o nome que se dá  ao investimento em ativos que podem oscilar de acordo com o valor de mercado. É o caso de ações, moedas estrangeiras, criptomoedas, e outros ativos financeiros. Por um lado, elas representam um risco maior para o investidor, porque podem apresentar perdas com a volatilidade dos preços. Por outro lado, podem também apresentar ganhos expressivos.

O Brasil está ganhando cada vez mais investidores em renda variável. Em dezembro de 2020, 3,2 milhões de pessoas que estavam operando na bolsa de valores brasileira, a B3. 

Oportunidades em investimentos alternativos

Também há oportunidades no mercado de investimentos alternativos, ou seja, investimento em empresas que não estão na bolsa. De acordo com a Anbima, os fundos de investimento em participações, que investem em participação societária de empresas de capital fechado, captaram cerca de R$ 12,6 bilhões em 2020. 

Estudo da Bain para o mercado norte-americano estima que por lá as oportunidades de investimento em participações de empresas (private equity) é 4,5 vezes maior que em ações de empresas listadas. No mercado de títulos de dívida, as oportunidades são 2,5 vezes maiores. E em investimentos imobiliários, elas são 32 vezes maiores.

No Brasil podemos estimar que essas oportunidades são ainda maiores, considerando que o nosso mercado de capitais ainda é pequeno. Por todo o país há várias empresas que são fortes, saudáveis financeiramente e já foram testadas e validadas pelo mercado, com um imenso potencial de crescimento, mas que estão fora do radar do mercado.

Por meio de plataformas como a beegin.invest, o investidor pode investir neste tipo de empresa. Elas oferecem retornos acima do mercado com risco baixo, justamente porque são empresas maduras e estabelecidas.

No curso Além da Bolsa, o investidor pode aprender como explorar essas oportunidades, como avaliar as empresas e acessar este mercado de investimentos alternativos.

Crédito da foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Por Rodrigo Fiszman

CEO e sócio fundador do Grupo Solum. Membro dos conselhos da Solum, Beegin, Proseek e Hillel Rio. Ex sócio da XP, onde liderou a estruturação da área de Gestão de Patrimônio.

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