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abr 16, 2021
O que é private equity
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O mercado de private equity tem se tornado cada vez mais relevante no Brasil. Mas o que é Private Equity? Neste artigo, vamos responder às principais dúvidas sobre o que é e como funciona esta modalidade de investimento.

O que é private equity?

Equity é o nome que se dá em inglês para o que conhecemos no Brasil como “capital social” de uma empresa. De acordo com o Business Longman Dicionaty, equity é o “total de capital que uma empresa possui a partir de ações e não de dívida”.

As empresas podem ser classificadas em dois grupos: capital aberto ou fechado. Empresas de capital aberto são aquelas que têm suas ações negociadas na bolsa de valores. Já as de capital fechado não oferecem ações ou cotas para serem negociadas no mercado. Estas empresas são chamadas em inglês de “private companies”.

Por isso, private equity é o nome que se dá ao investimento em empresas de capital fechado. Como essas empresas não são listadas na bolsa de valores, este mercado funciona de forma diferente do investimento em ações.

Uma das diferenças é a liquidez. Quando você compra uma ação de uma empresa na bolsa, você pode vendê-la a qualquer momento por meio de sua corretora. Já no caso de uma empresa de capital fechado, este processo é mais complexo. Geralmente um investidor de private equity vende sua participação em eventos conhecidos como “saídas”, como uma rodada de investimentos nova ou uma abertura de capital na bolsa.

Qual a diferença entre private equity e venture capital?

Tanto private equity quanto venture capital se referem ao mesmo tipo de investimento, em empresas de capital fechado.

Mas o mercado diferencia venture capital de private equity pelo grau de maturidade dos negócios. De acordo com a ABVCap, o venture capital é o investimento em negócios em estágio inicial, quando o risco é maior. Já private equity é voltado a negócios maiores e mais maduros.

Para dar uma ideia de tamanhos: no quarto trimestre de 2020 o investimento médio em venture capital foi de R$ 67 milhões, e o de private equity foi de R$ 409 milhões, segundo a ABVCap 1.

Quem pode investir em private equity?

Parte dos investimentos em private equity é restrita a investidores profissionais ou qualificados. Mas há investimentos acessíveis ao investidor de varejo, como os títulos negociados por plataformas de equity crowdfunding.

Investidor profissional e qualificado são classificações estabelecidas para regulação sobre perfis de investidores que podem ter acesso a produtos de maior risco. 

É considerado investidor profissional:

  • instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
  • companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
  • entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
  • pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor profissional;
  • fundos de investimento;
  • clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM;
  • agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios;
  • investidores não residentes.

Os investidores profissionais podem investir em quaisquer tipos de ativos. 

Já o investidor qualificado é:

  • pessoas físicas e jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 1 milhão;
  • pessoas físicas aprovadas em exames de qualificação técnica ou com certificação de agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários; e
  • clubes de investimento, desde que o gestor da carteira tenha a qualificação.

Aos investidores qualificados é possível investir em fundos de investimento em participação e outros produtos de private equity.

Qual a história do private equity no Brasil?

As primeiras iniciativas de investimento em private equity no Brasil, ainda incipientes, remontam à década de 1980. Mas é a partir de 1994 que esta indústria começa a se desenvolver, com a publicação da Instrução 209/1994 da CVM, a primeira regulação sobre fundos de investimento em participações, o que garantiu uma maior segurança para os investidores.

Até 2002, havia apenas 156 gestoras de fundos de private equity registradas na CVM. Em 2003, foi publicada a Instrução 391/2003 da CVM, que atualizou as regras e criou os Fundos de Investimento em Participações, conhecidos pela sigla FIP.

Essa norma mais as mudanças na legislação após 2003 estimularam o mercado de private equity no Brasil. O patrimônio líquido dos fundos de investimento em participações cresceu de R$ 43 milhões em 2004 para R$ 411 bilhões em dezembro de 2020.

Como investir em private equity?

Há três principais formas de se investir em private equity:

  • Aportando diretamente na empresa alvo;
  • Adquirindo cotas de um fundo de investimento;
  • Investindo por meio de plataformas digitais.

Investimento direto em empresa

O investimento direto na empresa deixa nas mãos do investidor a responsabilidade direta por prospectar as oportunidades, avaliar o seu potencial de retorno, estruturar o modelo de investimento e monitorar os resultados.

Por isso, normalmente este caminho é adotado por investidores qualificados, como family offices. Este também costuma ser o caminho adotado por investidores que oferecem suporte e mentoria às empresas, além do capital investido, em uma combinação conhecida por smart money.

Muitas vezes, o investidor não entra diretamente no capital social da empresa. O instrumento mais comum de investimento direto em empresas de capital fechado são os contratos de mútuo conversível. Eles são, na verdade, contratos de empréstimo, mas cujo valor da dívida pode ser convertido em uma participação societária definida previamente após o cumprimento de um prazo determinado.

Contratos de mútuo conversível são usados principalmente por investidores anjo, quando investem em empresas que estão nos seus estágios iniciais. 

Como funcionam os fundos de private equity?

Os fundos de investimento em private equity, ou Fundos de Investimento em Participações, são fundos cuja tese de investimento necessariamente inclui empresas não listadas na bolsa de valores. Seu funcionamento é regulado pela Instrução 578 da CVM, publicada em 2016.

Um fundo de investimento é criado por um administrador, ou seja, uma empresa especializada em criar e administrar fundos. Para criar o fundo, o administrador deve reunir as principais informações sobre ele em um regulamento e solicitar o registro na CVM para funcionamento. Uma vez constituído, o administrador faz a distribuição de suas cotas, oferecendo-a aos investidores.

Todo fundo de investimento é dividido em cotas. Então, quando um investidor aplica em um fundo, o que ele faz é comprar cotas proporcionais ao valor de seu investimento. Por exemplo, se uma cota vale R$ 100,00, um investidor que aplica R$ 10 mil está comprando 100 cotas.

Os recursos levantados pelo fundo são aplicados em empresas que estejam alinhadas à sua tese de investimento. Uma tese de investimento é um conjunto de parâmetros que define em que tipo de negócio o fundo apostará.

Os investimentos são conduzidos pelo gestor do fundo, que pode ser o próprio administrador ou um terceiro. Este gestor é responsável por selecionar os investimentos e conduzi-los, com base na tese de investimento do fundo. 

A valorização do fundo é estimada a partir da valorização das empresas investidas. Como companhias de capital fechado não tem títulos negociados no mercado aberto, esta estimativa é feita a partir do seus indicadores financeiros.

O fundo permanece na empresa investida até que aconteça uma saída, ou seja, até que ele venda sua participação na empresa investida. Isto pode acontecer por meio de uma nova captação de investimento, a venda da empresa, um IPO ou outro mecanismo. Na saída, o capital investido volta ao fundo, e o valor das cotas é recalculado a partir dos ganhos obtidos na operação.

O capital do fundo também pode crescer incorporando os dividendos pagos pelas empresas investidas. Este recurso, obtido a partir do lucro dos negócios na carteira, entra na conta do mesmo jeito que uma saída.

O investidor que aporta em um fundo de investimento em participações recebe seu investimento de volta após um prazo definido no regulamento. Os prazos dos FIPs costumam ser longos, normalmente acima de 5 anos, podendo ultrapassar 10 anos. No vencimento, o capital retorna aos investidores incorporando os ganhos e perdas obtidos com as empresas que compõem a carteira.

O que é equity crowdfunding?

Equity crowdfunding ou crowdfunding de investimento é uma modalidade de investimento em empresas de capital fechado por meio de plataformas eletrônicas, conhecidas também como plataformas de investimentos alternativos. Ele é regulado pela Instrução 588 da CVM, publicada em 2017.

Uma plataforma de investimentos alternativos abre campanhas de captação de investimentos em seu website, e nelas o investidor pode realizar aportes em troca de títulos de equity ou de dívida. Existem diferentes plataformas no Brasil, muitas delas concentradas na oferta de participações no segmento de startups.

A beegin.invest, do Grupo Solum, é uma plataforma que oferece oportunidades de investimento em empresas pequenas e médias com potencial de crescimento, mas já validadas pelo mercado. Nela o investidor pode encontrar empresas da economia real que estão em busca de recursos para acelerar o seu crescimento.

Processo de investimento em Private Equity

O processo de investimento em Private Equity pode ser dividido em cinco etapas principais: tese de investimento, originação, decisão, que são momentos pré-investimento. E acompanhamento e realização, feitos após o investimento. Vamos entender como funciona cada uma delas. 

Tese de investimento

O pontapé inicial para um processo de investimento em private equity é a tese de investimento. Nessa etapa é definido o conjunto de parâmetros que será levado em consideração pelo investidor para a escolha do tipo de negócio alvo. 

Nesse momento, é comum fazer uma análise setorial para entender quais os setores mais promissores. Normalmente, é feito dentro do círculo de competência do investidor, ou seja, aquele setor e negócio em que ele tenha maior experiência, familiaridade e contatos, para garantir que haja maior conhecimento sobre a área. 

Entre os principais pontos estudados, estão análise macroeconômica e do ambiente político, histórico da indústria e principais números, mercado, nichos e tamanho em volume anual em reais e as tendências mercadológicas. 

Originação

Na etapa de originação serão buscadas e selecionadas empresas que apresentam mais aderência à tese de investimento que foi construída. Vale citar novamente que esse processo é facilitado quando feito dentro do círculo de competência. 

Isso porque será um grande processo de networking para buscar companhias que se encaixem no perfil desejado. Para isso, algumas alternativas podem ser interessantes, como se relacionar com grupos anjos, aceleradoras, grupos de investimentos e boutiques de M&A

Para filtrar a empresa, são levados em consideração pontos importantes, como: indicadores financeiros, indicadores operacionais, nível de endividamento, região geográfica, estrutura societária e histórico dos empreendedores. 

Decisão

A etapa mais extensa do processo é a de decisão sobre a empresa que irá receber o investimento. Por isso, inúmeros aspectos são analisados para que essa parte seja feita de acordo com a tese de investimento. 

As principais etapas desse momento de decisão são o roteiro de análise, diligência documental e operacional, valuation (precificação), negociação e definição da relação entre os sócios. 

Trata-se de um processo muitas vezes longo e que deve ser criterioso, pois define todas as bases do negócio, incluindo a relação entre investidor e empresa investida. Portanto, é uma etapa crucial para aumentar as chances de sucesso no investimento.

Acompanhamento

Após o investimento realizado, começa a etapa de acompanhamento. Nesse caso, existem investidores mais passivos, que acompanham a empresa de longe e investidores mais ativos.

Nessa fase de acompanhamento, existem alguns pontos que são essenciais de serem analisados após o investimento: a estratégia de negócio, os indicadores operacionais, os indicadores financeiros e a estratégia de realização. 

Existem alguns fóruns para os investidores acompanharem informações importantes, como a divulgação de relatórios periódicos, a assembleia de acionistas, o conselho de administração e o contato com comitês e diretoria. 

Realização

Um dos momentos mais esperados pelos investidores de private equity é a realização do investimento, ou seja, quando é chegada a hora de receber o retorno do capital investido. 

Existem duas formas de realizar o investimento. A saída ou venda da participação na empresa e o recebimento de dividendos após um processo de maturação. 

E essa realização pode ser feita de forma planejada, definida lá no início do investimento. Ou de maneira oportuna, quando alguma oportunidade atrativa surge no meio do caminho.

O que é a curva J

A curva J representa a marcação de preço no tempo (ou evolução do valor da cota de um fundo) de um investimento típico em empresa(s) privada(s), que normalmente captam recursos para investir em crescimento, desenvolvem gradualmente o negócio, e passam a valer mais no mercado.

O seu formato em J reflete os dois ciclos de um fundo de private equity: o de investimento e o de desinvestimento.

O que é a curva J

Como conhecer melhor o mercado de private equity?

A Solum.ed oferece cursos para investidores interessados em conhecer mais a fundo e explorar oportunidades em empresas que estão fora da Bolsa de Valores. Por meio deles você pode compreender melhor as oportunidades, os riscos e como acessar esse mercado.

Inscreva-se para fazer a nossa aula gratuita e conhecer um pouco mais do nosso plano de ensino.

Notas

1 ABVCap. Private Equity e Venture Capital no Brasil: Consolidação de dados da indústria. 4º trimestre de 2020. Disponível em https://www.abvcap.com.br/Download/Estudos/4865.pdf Acessado em 7 de abril de 2021.

Crédito da foto: Business photo created by rawpixel.com – www.freepik.com

Por Rodrigo Fiszman

CEO e sócio fundador do Grupo Solum. Membro dos conselhos da Solum, Beegin, Proseek e Hillel Rio. Ex sócio da XP, onde liderou a estruturação da área de Gestão de Patrimônio.

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