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jul 27, 2021
Os impactos do digital nos negócios da economia real
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Este último ano o mundo parou, e contraditoriamente as transformações tecnológicas se aceleraram, impactando nossas vidas e negócios numa velocidade nunca vista. Em tempo de novo normal, fomos jogados para o mundo digital, e nossas relações passaram a acontecer nas telas.

Pequenos empreendedores se reinventaram, e negócios que funcionavam apenas offline tiveram que encontrar novas formas de prosperar. Grandes empresas acordaram para o mundo digital e lutaram para reagir rapidamente ao novo cenário, no qual o mundo físico ficou em segundo plano. Inovar passou a ser fundamental para sobreviver.

De certa forma, as empresas da economia real passaram a vivenciar uma experiência de startup. Ou seja, tiveram que cuidar dos negócios com o olhar no futuro, que  demanda produtos e serviços que ,muitas vezes, não foram testados e por isso precisam ser validados o tempo todo. Os novos modelos ágeis, pedem estrutura enxuta, por necessidade,  flexível, já que, por vezes, “pivotar”, mudar seu negócio, se adaptar, se reinventar será a chave para sobreviver.

Neste novo normal, as distâncias entre as startups e os negócios do “mundo tradicional” diminuíram. As empresas da economia real, independentemente de serem pequenas ou grandes, começaram a aprender com essa cultura de inovação e adaptabilidade das startups. Não só sobre a chamada transformação digital, mas sobretudo sobre resiliência.

Como profissionais da economia tradicional, começamos a questionar a forma como executamos nossas rotinas que muitas vezes acontecem de forma sistemática. Vamos entendendo que não podemos perder a chance de aprender com quem está em outra empresa, ou mesmo em outro mercado. A rotina, as urgências do dia a dia nos engessam e se não ficarmos atentos vamos perder a chance de aprender e aprimorar.

Thomas Edison

Com a cultura das  startups, incorporamos os erros como um caminho legítimo para o aprendizado. Compreendendo que é preciso errar rápido, aprender rápido, corrigir rápido. Quando entrei neste mundo entrei em contato com o “Lean Mindset”, processo de eliminar o desperdício com o objetivo de criar valor. O livro, Lean Startup (Startup Enxuta), de Eric Ries, é leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em inovação e pode ser um bom caminho para entender essa cultura. Nas startups as mudanças normalmente são incrementais. A experimentação é uma regra, além de ser a forma mais rápida e eficiente de testar mercados.

Uma boa analogia sobre a diferença entre os modelos de gestão tradicional e o modelo de negócios inovadores das startups é que gerir um projeto em uma cultura de startup se assemelha a um rally de carro. O planejamento e a rota vão sendo alterados a cada parte do percurso, de acordo com os obstáculos, previsão do tempo e disponibilidade de recursos. Já no modelo tradicional trabalha-se com um conceito mais parecido com o de lançamento de foguete, com projetos grandiosos e custosos. Como trabalha com recursos limitados, uma startup não sobreviveria se o seu foguete explodisse no ar no dia do lançamento.

Para não queimar recursos, muitas vezes escassos, temos que ser criteriosos com as despesas e investimentos.  Interagir, testar e validar hipóteses para entender se o serviço ou produto ofertado está aderente à necessidade real do público alvo.  É essencial para manter o negócio saudável e em rota de crescimento. Empresas antenadas precisam se relacionar para fazer negócios e encontrar os parceiros certos. a interação com a comunidade e o networking são fundamentais para gerar visibilidade e abrir mercado.

No Ecossistema de Startups, e, também, nas empresas focadas em invocação todos falam com todos. Os founders ou executivos trocam informações sobre seus negócios, sobre tecnologias, sobre potenciais parceiros. Os Investidores trocam informações sobre os projetos e quais deles tem fit com as suas teses de investimento. A busca de conhecimento é diária. Quem fica parado no mundo acelerado dessa economia hiperativa fica pra traz.

A tecnologia é uma grande aliada e está mais disponível do que nunca.  Conhecimento e o aprimoramento pessoal, são essenciais nessa  busca por conhecimento relevante e novas formas de se comunicar e aprender são fundamentais. Pra quem quer participar desse jogo de inovação não basta apenas ter uma boa ideia. Tem que ser capaz de executá-la, com agilidade, flexibilidade, empatia e muita comunicação. E o jogo agora é o mesmo pra qualquer empresa. Um mercado dinâmico pede gestores com foco no cliente e com olhar para o futuro .

O artigo apresenta a visão do colunista sobre a questão abordada, e não reflete a opinião da beegin, do Grupo Solum ou qualquer uma de suas empresas. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre o mercado de investimentos alternativos e suas tendências.

Por Juliana Noronha

Juliana Noronha é executiva em Estratégia e Inovação pelo MIT Sloan Executive Education, e construiu sua carreira como Empreendedora, Executiva em Empresas de Tecnologia (entre elas a TOTVS), Marketing e Merchandise, e Educação. Com sua inquietação e curiosidade entrou de cabeça no empreendedorismo de inovação atuando como Conselheira e Investidora Anjo em Startups. Startups investidas*: 100OpenStartups ; 3,2,1 Beauty; 7waves; Holistix

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