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ago 16, 2021
que tipo de investidor você quer ser
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Começar a jornada como investidor anjo é um caminho de descoberta. É um processo de exploração, quase como uma caça ao tesouro. Mas os achados têm valores diferentes para pessoas diferentes. Para um arqueólogo, por exemplo, o valor de uma descoberta não é o seu ganho financeiro, já para um caçador de tesouro o que vale é o pote de ouro no final da jornada.

Claro que todos querem colher os frutos do investimento. Quem não gostaria de ter sido aquele investidor que apostou no Facebook, Google, Netflix, só para citar alguns negócios que nasceram em garagens e tornaram-se milionários. Muita gente nunca ouviu falar dele, mas o Eduardo Saverin, que estudou em Harvard, junto com Mark Zuckerberg, foi o responsável pelo primeiro cheque do Facebook (ele foi co-fundador da rede).  Graças a essa proeza ele é hoje o brasileiro mais rico do mundo, de acordo com o ranking de bilionários da Forbes. Mas nem pra ele a jornada foi sem percalços (essa história é contada no livro “Bilionários pelo Acaso” de Ben Mezrich, que inspirou o filme A Rede Social de 2010).

Com o mercado em ebulição, todos os dias aparecem oportunidades de investimento. Projetos com estágios diferentes de desenvolvimento e maturidade (Early stage, Scale-Up, Modelo Saas, Impacto Social, unicórnio, pra citar algumas das nomenclaturas que se ouve por aí). Entender o seu perfil como investidor e o que te move como pessoa é fundamental para começar. Antes de tudo, escolha seus investimentos com base em sua tolerância ao risco e defina quanto do seu capital pode dispor para essa jornada. Considerando que este é um investimento de longo prazo e com retorno incerto.

Além dos aspectos técnicos, decidir que oportunidades explorar requer uma busca interna. Acredito que o melhor caminho é aproveitar a jornada e entender que o aprendizado também  faz parte dos ganhos. Cada nova Startup adicionada ao portfólio traz uma nova vivência. Pra evitar frustrações e incômodos, é importante se questionar: Eu acredito nesse projeto? Os valores do negócio ou dos founders estão alinhados com os meus valores? Eu posso somar pra fazer com que o resultado aconteça? Eu faço alguma ideia de como funciona o mercado nesse segmento?

Thomas Edison

Os perfis diversos de empresas, negócios e oportunidades é tão amplo que pode deixar confuso mesmo um investidor experiente. Fintech (startups de tecnologia que oferecem serviços e produtos financeiros), RetailTech (com soluções para varejo e consumo), SaaS (Software como serviço, do inglês Software as a service)… são tantos tipos e nomenclaturas. Todos os dias ouço um termo novo, a maioria sem tradução. Para entender tudo isso, além de muitas conversas, muito estudo e muita reflexão, é  preciso prática. 

Quem já investe em outros ativos, provavelmente já conhece conceitos como diversificação de portfólio e retorno de investimento ajustado a risco. Um portfólio bem montado pressupõe que investimento em projetos mais embrionários sejam compensados com apostas mais conservadoras, em empresas com operação consolidada. Mas aqui não há certezas, o sucesso de uma startup depende de fatores diversos que vão além da ideia. O modelo de negócio, o investimento, mas fundamentalmente o time, fazem a diferença para a escalabilidade do negócio e o consequente ganho.

Na minha experiência,  entendi que o melhor é começar pelo que se conhece. Usando a bagagem que você tem em uma determinada área. Até porque a experiência de um investidor anjo, e o seu networking, são extremamente relevantes para acelerar, e muito, o desenvolvimento do negócio. Se trabalhou com varejo a vida inteira, começar por RetaiTech vai te deixar mais confortável para entender os rumos do negócio e para contribuir, lembrando que precisamos ter a cabeça aberta, não queremos travar a inovação na qual estamos investindo.

A melhor chance de sucesso neste mundo é pra quem entender que  investimento anjo é um esporte de equipe. Seja se conectando a anjos com grande experiência no setor ou através de plataformas de equity crowdfunding,  grupo de amigos ou parceiros de negócio, a comunidade, a rede, são a chave. A cada nova oportunidade são necessárias muitas conversas, levantamentos e indagações. Neste caso, a diversidade de perfis e experiências dos anjos fazem com que a análise de oportunidades e riscos seja mais rica e aumentam a probabilidade de sucesso.

O artigo apresenta a visão do colunista sobre a questão abordada, e não reflete a opinião da beegin, do Grupo Solum ou qualquer uma de suas empresas. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre o mercado de investimentos alternativos e suas tendências.

Por Juliana Noronha

Juliana Noronha é executiva em Estratégia e Inovação pelo MIT Sloan Executive Education, e construiu sua carreira como Empreendedora, Executiva em Empresas de Tecnologia (entre elas a TOTVS), Marketing e Merchandise, e Educação. Com sua inquietação e curiosidade entrou de cabeça no empreendedorismo de inovação atuando como Conselheira e Investidora Anjo em Startups. Startups investidas*: 100OpenStartups ; 3,2,1 Beauty; 7waves; Holistix

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2 comentários em “Que tipo de investidor você quer ser?”
  1. As abordagens são esclarecedoras e amigáveis. O texto leve e instigante, pois mesmo onde termos dos “iniciados” são usados , a informação sequencial sobre seus significados permite a continuidade da leitura com pleno entendimento. E tudo exposto num estilo que deixa o leitor à vontade, como se recebendo informações de alguem com certa proximidade . Gostei. Ensina , sem ser entediante, alertando também sobre tantas facetas onde o bom senso e a prudência têm que estar presentes.
    Leonel Campos

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